primeira noite santa - antroposofia (25 de dezembro)
PRIMEIRA NOITE SANTA
Esta Relacionada á Constelação de Peixes, ao mês de Janeiro e ao Ser Humano.
Alicerces
É o primeiro degrau da escada que esta assentada na esfera humana terrena da existência do antrophos – o ser da liberdade.
A liberdade é uma das duas principais forças espirituais que nos foram destinadas a conquistar ao longo da vida.
A outra força será no final da escada, o Amor.
Peixes está relacionado aos pés. Recebemos os impulsos para firmar os pés no chão e se erguer, condições básicas para alcançar a liberdade individual, meta a qual nos destinamos como seres individualizados.
A Constelação de Peixes traz uma vibração adequada tanto ao fechamento, quanto ao preparo para novos inícios, no que diz respeito a evolução espiritual e monádica, combinando a síntese e estruturação.
A sabedoria antiga nos conta que foram as forças espirituais de Peixes que configuraram os pés humanos. Quando observamos os pés verificamos que eles tem forma de uma abóbada que vai propiciar, simultaneamente com a verticalização da coluna, o andar ereto - primeiro grande aprendizado da vida. Quando criança nos arrastamos, engatinhamos e finalmente nos erguemos e nos apoiamos nos próprios pés, superando as forças da gravidade, sendo uma grande conquista e a condição para o desenvolvimento do pensamento, e o pensar é o que diferencia o Humano dos outros reinos da natureza.
Ao longo da vida seguidamente fazemos uma analogia íntima com este fato: “andar nos meus próprios pés, saber por onde ando,”, seguir os meus próprios passos,” “não vou andar nos passos de ninguém” são expressões que expressam uma correta relação com a terra e com o destino em termos de liberdade pessoal.
Hoje começamos a jornada consciente da alma em busca de inspiração para o novo ciclo de 12 meses que está por recomeçar. O primeiro mês, Janeiro, é o alicerce (os pés) e corresponde em uma esfera maior, ao amor-reconhecimento de si mesmo. Apesar de parecer fácil, é um grande desafio amar-nos assim como somos. Deixar de amar o eu idealizado, e encarar o eu que realmente somos.
Para refletir:
Qual é a qualidade do amor que nutro por mim mesmo? Consigo escutar a voz interna que me guia e me protege? O que é necessário que eu faça para subir o primeiro degrau em direção a liberdade do meu ser, em respeito e amor a tudo que me rodeia e faz parte de mim?
imagem: Escadaria - Milena Morvillo

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